Nossa história

Antes de falar sobre o real motivo de começar esse blog, vou resumir um pouco da nossa história.

Nos conhecemos no trabalho, aos poucos fomos nos aproximando e sem perceber o que era simples amizade de trabalho foi se tornando algo mais. Nos apaixonamos e 6 meses depois de estarmos namorando decidimos nos casar, casamento esse que se oficializou 2 meses depois do pedido. Loucura??? Eu diria que não! Isso chama - se AMOR e como dizem, amor não se explica, simplesmente acontece!

Acho que a musica que vou colocar aqui traduz o que sinto em relação a nossa historia.

Se perguntar o que é o amor pra mim
Não sei responder
Não sei explicar
Mas sei que o amor nasceu dentro de mim
Me fez renascer
Me fez despertar

Me disseram uma vez
Que o danado do amor
Pode ser fatal
Dor sem ter remédio pra curar
Me disseram também
Que o amor faz bem
E que vence o mal
E até hoje ninguém conseguiu definir
O que é o amor

Quando a gente ama, brilha mais que o sol
É muita luz
É emoção
O amor
Quando a gente ama, é um clarão do luar
Que vem abençoar
O nosso amor

 

 

Nossa Nina

Bem, aos 23 anos eu descobri que tinha ENDOMETRIOSE, um fantasma na vida das mulheres, principalmente daquelas que sonham em ser mães. Fiz a cirurgia (videolaparoscopia), e iniciei o tratamento que em resumo tratava-se de bloquear a menstruação.

Tomei remedios continuos por muito tempo, até que descobri que sofria de um tipo de enxaqueca que é incompatível com os anticoncepcionais. Me restava então tentar uma gravidez ou colocar o DIU. Na epoca não estavamos "oficialmente" juntos então o DIU era a opção, na verdade a unica rs.

Coloquei o DIU que por sinal a colocação é um tanto incômoda mas os beneficios são maravilhosos, então vale a pena. 

Depois que nos casamos, decidimos tirar o DIU. Sempre tivemos a vontade de ter uma familia grande. 3 filhos!, dois biológicos e um adotivo.

Ok não é tão grande assim, mas para o padrão das familias atuais até que é, vai rsss

Bem, tiramos o DIU em janeiro e desde então, cada mês que a M vinha, era um sofrimento, uma decepção, um sofrimento...

Meu maridinho, vendo minha angústia mensal rs resolveu me presentear e trouxe a " Nina" para as nossas vidas.

A Nina é uma cachorrinha Maltês, minúscula, linda, inteligente... minha companheira fiel. 

Com a vinda na Nina em nossas vidas a ansiedade baixou.

O que eu não sabia, é que já estávamos grávidos!!!

 

Nosso feijãozinho...

Dia 06 de julho, não sei o porque mas senti uma angústia... Estava com a Nina no sofá e me veio um pensamento de que a M estava proxima e sabia que sentiria aquela tristeza de todos os meses. Levantei para tomar banho e decidi fazer o teste, assim do nada!

Peguei o teste e fiz. Entrei no banho com a certeza de que daria negativo e a angústia teria fim.

Ao sair do banho, mal olhei pro teste e fui direto pra lixeira, só que para a minha surpresa, tinha DUAS listas!!!

Duasssssssssssssssssssssssssssssss 

Tinha um outro teste, onde aparecia escrito no painel digital: não grávida, grávida e de quantas semanas. Corri pra fazer esse teste, ele não daria errado. 

Grávida 2-3 semanas, esse foi o resultado do teste!

Entrei em choque! Chorei horrores, rolei no chão com a Nina, ria demais, agradeci a Deus nosso Senhor por nos dar essa dádiva. 

Então pensei: como vou contar pro maridinho??? Sempre fantasiei esse momento, entregar um sapatinho vermelho, enfeitar a casa, enfim... acontece que não dava tempo pra nada, ele estava chegando!

Então lembrei que sempre disse que eu iria cantar uma determinada música pro nosso bebê ninar e quando ele abriu a porta de casa, coloquei a música pra tocar.

Um anjo do céu 
Que trouxe pra mim
É a mais bonita
A jóia perfeita
Que é pra eu cuidar
Que é pra eu amar
Gota cristalina
Tem toda inocência

Bem!
Oh meu bem!
Não chore não
Vou cantar prá você...

Um anjo do céu 
Que me escolheu
Serei o seu porto
Guardião da pureza 
Que é pra eu cuidar
Que é pra eu amar
Gota cristalina
Tem toda inocência

Bem!
Oh meu bem!
Não chore não
Vou cantar prá você

Assim que a introdução começou, ele me olhou com os olhos cheios d'agua, me abraçou forte, beijou minha barriga...eu chorando junto, com os testes nas mãos...

Na verdade ele teve a confirmação pois em seu coração ele já sabia, incluvise uns dias antes ele tinha me dito que meus enjoos iriam piorar com a graça de Deus rs. Ele sabia que nosso feijãozinho estava a caminho,  ele sabia!!!

A confirmação

Apesar de ter feito dois exames de farmácia, ainda falta a confirmação. Precisava fazer o exame de sangue rs.

Fizemos o Betahcg. Para confirmar a gravidez, é necessario que esse hormônio esteja superior a 25 e o nosso estava em 1209. 

Gravidíssima

Agora se iniciava a saga para encontrar um obstetra. Sim, porque o GO que eu fazia o tratamento da endometriose não era obstetra, entao...

Pelas contas que os médicos fazem eu estaria de 7 semanas. Eles contam a partir da ultima menstruação. 

Estavámos radiantes!!!

Contamos para a familia e para os amigos mais intímos.

A felicidade tomou conta das nossas vidas!

Desespero; essa palavra define!

Ainda sem um obstetra, pois não gostamos do primeiro, o segundo foi profissional mas não tocou, sabe? A saga para encontrar um obstetra continuava. 

Como me sentia muito bem, achava que tinhámos tempo para ficar escolhendo um bom. Porém no dia 27 de julho isso mudou.

Na segunda feira a noite, quando chegamos da casa da minha mãe estava com um pequeno sangramento. Começamos a pesquisar na net tudo sobre isso no inicio da gravidez e apesar de ler que tratava-se de algo normal fomos para o hospital.

No caminho, comecei a sentir cólicas leves, sinceramente não sei se eram cólicas realmente ou algo psicológico. 

Fomos para uma maternidade muito bem conceituada, e lá fomos atendida por uma médica.

Ela perguntou o que estava acontecendo, nós explicamos, ela fez o exame de toque e constatou que o sangramento era mínimo e pediu um ultrasom transvaginal. 

Fomos para a sala fazer o exame. 

O médico que fez esse primeiro exame antes mesmo de iniciar disse que talvez não daria para ver nada pois estávamos com poucas semanas e caso isso acontecesse não era para ficarmos preocupados.

Bem, o exame começou e logo vimos o saco gestacional em perfeito estado e a visícula vitelina. Ele disse que não estava conseguindo localizar o embrião mas como havia dito estávamos de pouco tempo, então era normal. 

Fomos para a sala de espera super tranquilos, felizes pois até então estava tudo bem, Ao retornar com a médica, perdemos o chão!

Ela foi curta e fria e disse o seguinte: que pelas contas eu estaria com 7 semanas e nesse caso, não somente iria ver o embrião como ouvir o coraçãozinho dele e simplesmente não tinha NADA dentro de mim. Que era pra eu refazer o exame dentro de uma semana para eliminar as dúvidas e ver os procedimentos seguintes. 

Como assim, não tem NADA dentro de mim??? Estou grávida, meu feijãozinho está aqui simmmm!!!

Saimos de lá arrasados. Meu maridinho lindo como sempre tentando me levantar, dizendo para ter calma e fé em Deus, que a nossa fé estava sendo colocada a prova e não iríamos esmorecer. Gente, meu marido é simplesmente incrível, estava colocando a minha dor sob a dele. 

Ele começou a pesquisar tudo a respeito e vimos que isso é possível, chama-se "gravidez anembrionada", quando não se tem embrião e nesses casos é necessário fazer curetagem, pois a gravidez não vai desenvolver.

Mas também viu que pelo tamanho do saco gestacional eu não estava com 7 semanas mas com 5 semanas e para esse tempo de gestação estava tudo bem. 

Na terça feira durante o dia, não tive sangramento, mas a noite além do sangramento quando fui urinar saiu algo parecido com uma pele de dentro de mim, corremos para o hospital.

Lá fizemos um outro ultrasom transvaginal, com outra médica, que por sinal foi incrível,ela disse que estava tudo certinho, o saco gestacional sem descolamento e a visícula no lugar. Confirmou que estávamos com 5 semanas e para esse período estava tudo normal. 

Passamos com outro médico de plantão, um profissional competende, de dático, o oposto da médica que lidamos no dia anterior. Ele disse que não era nada grave que estava tudo bem. Que era para refazer o ultrasom em 15 dias.

Voltamos para casa mais aliviados, mas confesso que o coração ainda não estava calmo. As palavras da primeira médica ficaram em minha cabeça, machucou...

Como disse anteriormente, nós ainda não tínhamos um obstetra e na quarta feira tinhamos uma consulta agendada com um obstetra que fez o parto de uma grande amiga.

O Dr. Otávio foi espetacular, tirou todas as nossas dúvidas, acalmou nossos corações. Passou as devidas vitaminas, as vacinas que precisava tomar, os remédios que poderia tomar para enjôos, azias, dores de cabeça, cólicas, enfim. Me tratou como uma gestante normal. 

Quanto a gravidez ir para a frente ou não, só saberemos daqui a quinze dias quando vamos fazer o ultrasom. 

Para a nossa tranquilidade o Dr. realiza os exames no próprio consultório. Ele sabe da nossa angústia e isso nos deixa mais tranquilos e mais confiantes em fazer os exames com ele. 

 

 

Porque escrever um blog?

Porque resolvi escrever um blog???

Porque percebi que as pessoas não falam sobre as suas frustrações, sobre seus medos, sobre as coisas negativas que passam. Eu entendo perfeitamente a postura de cada um, se não tivesse passando por isso eu provavelmente também não iria compartilhar o que fosse negativo. 

Conversando com  amigas que estão grávidas ou já são mães me falaram que também tiveram algum sangramento, sentiram medo, angústia em algum momento, mas eu nunca soube desses detalhes rs.

Ao pesquisar sobre esses assuntos, periodo de gestacção, visualizar embrião ou não, enfim, encontrei muitas mães com as mesmas dúvidas, com os mesmos medos e por esse motivo decidi registrar a nossa gravidez. 

Encontrei um blog onde o depoimento da mãe me emocionou muito. Ela passou por algo muito parecido com o que estamos vivendo. Só que ela teve descolamento, sangramento mais intenso, havia feito fertilização e dentro das coisas que ela relatou o que mais me emocionou foi a conversa que ela teve com o bebê dela. Ela diz que conversou com ele e disse que se ele quisesse partir que ela entenderia. E ela termina a história dela contando das artes da Maria rsss. Sim, a gravidez dela foi pra frente, teve uma linda menina.

Hoje quinta feira dia 30 de julho ainda estou com um pequeno sangramento, sentindo uma cólicazinha de nada, mas por incrível que pareça, estou mais tranquila.

Entreguei nas mãos de Deus, Ele sabe o que faz e o que é melhor para cada um de nós. Não passamos por nada que não devemos passar. Sei que sua vontade se fará e se a vontade Dele for a mesma que a nossa, nosso feijãozinho estará lá com o coraçãzinho batendo a mil por hora no dia 14 de agosto.

 

 

 

A vontade de Deus se fará

Segunda, dia 03 de agosto 2915.

Acordamos de uma forma "diferente" dos dias anteriores. Felizes!!! Não porque nossos problemas atuais foram resolvidos, mas porque mudamos a forma de enxerga-lo

Sábado, voltamos para a maternidade pois o sangramento havia ficado um pouco mais intenso. Chorei muito nos braços do maridinho, o desespero havia tomado conta de mim. Decidimos então ir para o hospital e ver se estava tudo bem com o nosso feijãozinho. 

O plantonista era a mesma Dra. que havia nos atendido na segunda de uma forma fria e ao saber que seria atendida por ela novamente, chorei ainda mais.

Mas ela superou nossas expectativas, foi super profissional e até um pouco carinhosa.

Fez o exame de toque e constatou que meu colo estava um pouquinho aberto, mas nos deu uma certa esperança pois disse que o sangramento não era intenso e pediu par fazer uma ultrassom transvaginal para ver como estava nosso feijãozinho.

Bem, fomos para a sala, chorando muito, claro. O medo de não ver mais nada dentro de mim me assustava. 

Lá estava o saco gestacional, a visícula vitelína,mas não localizaram o embrião. 

O médico que realizou o ultrassom, disse que não havia tido muita evolução comparado com a ultra que fizemos a três dias atrás e disse que poderia ser que a gestação não fosse evoluir, incluvise colocou isso no laudo.

Ao retornar com a Dra. ela disse que para 5 semanas estava tudo bem, que não tinha evoluído muito e que poderia se tratar realmente de uma gestação não evolutiva. Disse que o sangramento poderia piorar devido o colo estar um pouco aberto. Caso o sangramento ficasse mais intenso, eu tivesse febre ou dores insuportáveis era para retornar ao hospital.

Saímos de lá com um misto de sentimentos, um alívio por ter visto que o saco gestacional estava no lugar, uma tristeza por não ter visto o embrião, um medo de não evoluir, enfim...

No domingo a noite, fizemos a leitura do evangelho como de costume. Eu orei de uma forma diferente. Orei com o coração. 

Eu me dei conta do quanto o ser humano é egoísta! Estamos esse tempo todo preocupados com a nossa dor, com o nosso sofrimento, em como vamos lidar com a dor da perda, em como vamos repassar essa dor para as pessoas, mas em momento algum pensamos na dor que nosso feijãozinho está passando, em como esse processo está sendo difícil pra ele também. Na luta que ele travou para ficar com a gente.

Pedi com o coaração para que a vontade de Deus se faça!!! Queremos muito que o nosso pequeno feijãozinho fique com a gente, claro!!! Ele é tudo pra gente, é a razão pela qual vivemos. Mas se por algum motivo ele não puder ficar,nós entendemos. Não haverá revolta em nossos corações, nenhum sentimento contrário ao amor. Ficaremos tristes pois o amamos demais, mas aceitamos com resignação a vontade do nosso Senhor!

Ser cristão é isso, é passar pelas adversidades que a vida impõe com fé, com amor e com resignação (nunca usei essa palavra, aprendi recentemente e estava louca para colca-la em uso) rs. Nós decidimos ser seguidores do nosso Senhor e sempre soubemos que não se trata de um caminho fácil, mas sim o único caminho; então chegou a hora de colocar a nossa fé em prática!

Bem, dei uma rebobinada para contar como foi os dias anteriores, esqueci de falar que no domingo a noite ao urinar saiu novamente uma "pele" de dentro de mim. Não era um coágulo, na verdade ainda não sabemos o que realmente é isso. Ao olhar o papel tomei um susto, o maridinho veio correndo e entrou no banheiro, nos olhamos, levantei, nos abraçamos e ficamos calados. Havíamos terminado a nossa oração e estávamos mais leves e confiantes. 

Segunda de manhã o sangramento está praticamente nulo. Saiu de dentro de mim, um coágulo do tamanho de uma azeitona (foi o máximo que minha imaginação conseguiu para demonstrar), o maridinho ainda não tinha saido para trabalhar e mais uma vez ele estava ao meu lado.

Não estou sentindo mais cólicas, não estou me sentindo mal, não estou triste. Estou mais disposta (ainda de repouso), mais feliz. 

Por favor, não me julguem. Isso não é realismo, não é frieza, isso chama-se FÉ! Fé que o que estiver programado em nossas vidas iremos passar, fé que não estamos sozinhos, estamos muito bem amparados, fé que nosso Senhor é grandioso e sabe o que faz, fé que nosso feijaõzinho virá para as nossas vidas, talvés não agora, não nesse momento, mas temos  FÉ de que ele virá!

Nosso feijãozinho retornou pro reino dos céus

A angústia da incerteza estava nos dominando, para acabar com isso consegui um encaixe com o nosso obstetra para terça feira dia 04. 

Levei os 4 ultrassons que havíamos feito em uma semana. O Dr. avaliou e fomos fazer mais um ultrassom com ele. 

O sangramento continuava...

Ele constatou que o saco gestacional estava diminuindo,suas formas mnão estavam mais dentro da normalidade, a visícula também a havia se deformado e pela primeira vez, havia um coágulo de sangue, quase do mesmo tamanho do saco. Eu estava em processo de aborto!!!

Na terça feira, foi confirmado que nós tivemos uma gravidez anembrionária. Nosso bebe não chegou a ser formar. Talves por uma mmá  formação genética. A verdade é que nunca saberemos o porque de termos passado por isso, mas infelizmente entramos para a estatísticas. 

Na madrugada de quarta feira, demos entrada na maternidade para fazermos a curetagem. Optei por não esperar o corpo expulsar, não queria passar por mais esse trauma, de perder sangue, sentir a dor insuportável de abortar.

As 6 da manhã, estava no centro cirurgico.

Graças a Deus correu tudo bem (dentro da cirurgia). Nossos corações estavam e continuam em prantos. 

Essa gestação foi programada, já tinhámos algumas peças de roupas que estão guardadas esperando pelo nosso feijãiznho, que temos absoluta certeza que de ele virá!

Temos fé em Deus e acreditamos que Ele sempre faz o que é melhor para cada um de nós, ter fé não significa que aceitamos felizes pelo que passamos,mas temos que ter a humildade em aceitar que as coisas nãos serão sempre do jeito que sonhamos. Haveram contra tempos, choros, tristezas, alegrias, sonhos concretizamos, sonhos desfeitos...

Deus me deu o melhor homem do mundo para dividir a vida, sem ele não seria capaz de superar esse acontecido. Meu marido me ampara, me guia, me ajuda, cuida de mim, sem ele não teria sentido, nao teria alegria os meus dias.

Estou me recuperando do procedimento e principalmente da dor que sentimentos. Como meu marido descreveu, não é a dor da perda mas sim a dor de não ter tido algo. Dificil entender? Quem passou por algo assim, entenderá!

Sou grata a Deus por tudo o que estamos vivendo, sei que tudo tem um propósito, um porque. Esse acontecido, nos tornou ainda mais próximos, companheiros, nosso amor se fortaleceu na dor. Descobrimos amigos incríveis, pessoas que foram fundamentais para superar esse momento, minha mãe se mostrou ainda mais amiga, cuidadora, vem todos os dias para a nossa casa, cuidar da gente e da Nina.

Sei que nosso anjinho, aguarda pelo momento de finalmente vir para nossas vidas e nós estamos aguardando por ele anciosamente...